A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como
sou - eu não aceito.
Não aguento ser apenas um
sujeito que abre
portas, que puxa válvulas,
que olha o relógio, que
compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora,
que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem
usando borboletas.

 

Manoel de Barros

Clínica com Crianças

A clínica com crianças permite uma maior compreensão acerca da estruturação subjetiva, da origem e dos desdobramentos do sofrimento psíquico na infância. É através do brincar, do desenho, do faz-de-conta, do material escrito e da fala que os pequenos manifestam os seus conflitos inconscientes.

 

Tais manifestações estão para a criança como a associação livre, através da fala, está para o adulto. Para muito além de um diagnóstico, a escuta clínica propicia um espaço para o endereçamento de conflitos emocionais como angústia, tristeza, insegurança, medo, agressividade, dentre outros. Trazendo ainda os atravessamentos do laço social e dos diferentes espaços pelos quais a criança transita como a família e a escola.

Clínica com Adolescentes

Pode-se dizer que a adolescência constitui-se em um momento de travessia. Pois, além da elaboração dos ideais propostos pelo universo adulto pode haver também o estranhamento causado pelo próprio corpo diante das metamorfoses impostas pela puberdade.

Essa passagem envolve ainda as relações com os pares, as quais podem apresentar alguns conflitos característicos incidindo em sentimentos como inadequação, tristeza, ansiedade ou revolta. Alguns problemas infantis podem ser revisitados a fim de que se concluam as transformações psíquicas necessárias para que o adolescente possa assumir-se como adulto.

 

Nesse tempo de transição em que o sujeito é convocado a fazer uma escritura singular, a escuta clínica possibilita que essa travessia seja feita na direção de um luto e de uma elaboração dessa nova fase.

Clínica com Adultos

O adulto evidencia seu mal-estar das mais diversas formas. Manifestações corporais como os fenômenos psicossomáticos. Fobias. Depressões. Ansiedade e angústia diante de dificuldades de relacionamento, conflitos conjugais e parentais. Eventos de vida como situações de luto, mudanças de cidade e de emprego, bem como as transições de papéis sociais. 

A impossibilidade de nomear afetos e produzir uma narrativa, a tentativa de responder às demandas da sociedade, a repetição (muitas vezes inconsciente) que gera um automatismo diante de determinadas situações pode fazer com que esse mal-estar se expresse produzindo adoecimento, sintomas e sofrimento psíquico.

É movimentado pela palavra, através da associação livre, que o sujeito do inconsciente poderá se ocupar de nomear esse mal-estar, elaborar suas angústias e produzir novos atravessamentos em relação aos rumos de sua vida.

 
  • Black Twitter Icon
  • Black Facebook Icon

© 2020 por Patrícia Fagundes. Criado com Wix.com

Tel: (51) 99618 9520